O prefeito de Redenção, no sul do Pará, Wagner de Oliveira Fontes
(PTB), estaria desaparecido da cidade desde a tarde de anteontem, quando
supostamente ele foi visto deixando o município de avião. O motivo da
suposta fuga do prefeito, que não compareceu a um compromisso público na
manhã de ontem, seria para não ser preso pela Polícia Federal (PF) que
abriu dois inquéritos para apurar as denúncias feitas contra ele pelo
seu próprio vice, Gervásio José Camilo (PSDB), por meio de um jornal
local.
O vice-prefeito explicou, ontem, que a iniciativa de abrir os
processos por crime de responsabilidade contra o prefeito foi da própria
PF, depois que o jornal local O Trabuco publicou uma entrevista sua, no
dia 7 de outubro do ano passado, na qual ele denunciou que a prefeitura
pagou quantias exorbitantes para pequenas “empresas de fachada” que,
por lei, nem poderiam receber tantos recursos.
Camilo citou como exemplos, o pagamento de R$ 1,8 milhão para uma
oficina mecânica pelo reparo de carros da prefeitura. Uma empresa de
informática teria recebido R$ 6 milhões para fazer a manutenção de 50
computadores, entre 2009 e 2010. Só com a compra de cartuchos de
impressão teriam sido gastos R$ 800 mil.
O vice-prefeito disse que alertou “milhares de vezes” o prefeito para
as irregularidades que estariam sendo cometidas. Os vereadores, segundo
ele, aprovam tudo o que o prefeito manda para a Câmara, incluindo o
orçamento “aberto” de 2010.
“Eu precisava dar uma satisfação para o povo de Redenção. Só fiz a
minha obrigação”, afirmou o vice que vinha sendo cobrado pela população.
Ele disse ainda que o Ministério Público do Estado foi “omisso e não
tomou nenhuma providência”.
O Tribunal de Contas dos Municípios também já teria constatado as irregularidades na Prefeitura de Redenção, informou o vice.
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