domingo, 15 de janeiro de 2012

PLEBISCITO – Giovani admite farsa separatista

PLEBISCITO – Giovani admite farsa separatista

Sem que tenha sido precedida por qualquer estudo técnico capaz de respaldá-la, a proposta de divisão do Pará foi desenhada, há 10 ou 15 anos atrás, por Pedro Paulo Antônio Miléo, ex-prefeito de Tucuruí, em uma reunião da AMAT, a Associação dos Municípios do Tocantins. Em um encontro dos prefeitos da área, Miléo traçou as fronteiras do que seria o Estado de Carajás. Depois os prefeitos do oeste riscaram os limites do que viria a ser o Estado do Tapajós. Daí resultou a proposta, a ser votada no plebiscito deste domingo, 11, que reduz o Pará a região onde fica Belém.
A revelação, emblemática do oportunismo que move as lideranças separatistas, foi feita pelo deputado federal Giovani Queiroz (foto) (PDT/PA) , em um debate promovido pelo Conselho Regional de Economia, realizado no campus da UFPA, a Universidade Federal do Pará, em 30 de junho deste ano. Na ocasião, ao ser questionado a respeito da gênese da proposta por Sérgio Couto, ex-presidente da OAB do Pará, a Ordem dos Advogados do Brasil, Giovani Queiroz, que vocifera um ácido discurso em defesa da divisão do Pará, admitiu, subliminarmente, a torpe motivação da proposta separatista. As lideranças separatistas em verdade miram na “orgia de novas instituições a criar, de novos cargos a preencher e de dinheiro a gastar”, como sublinhou, em artigo na mais recente edição da revista Veja, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo.
“Fiquei de queixo caído. Logo percebi que estava enganado. Havia levado a sério que não passava de irresponsabilidade”, resume Sérgio Couto, ao comentar a farsa que turbina a mobilização das lideranças separatistas. São lideranças, diga-se, que valem-se das mazelas históricas do Pará - que penalizam não só o interior, mas também a capital do Estado – para fazer do eleitorado das regiões mais distantes massa de manobra, sob o álibi de materializar uma justiça social com a qual jamais estiveram verdadeiramente comprometidos. Com as eventuais exceções, que confirmam a regra, o que as lideranças separatistas buscam é a concentração de mais poderes e as benesses que deles decorrem. O resto é nhenhenhém.

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